Minicursos

JORNALISMO: NARRATIVA EM CONTRATEMPO, com Reges Schwaab (UFSM)

As interfaces da narrativa jornalística. Outros espaços de narrar e o jornalismo no contemporâneo. Os gestos do repórter e o reconhecimento do tempo e do espaço. O Outro como dimensão primeira do Jornalismo. O narrar jornalístico como contratempo.


JORNALISMO COMO ENTRE-LUGAR: NARRATIVAS ENTRE FATO, FICÇÃO E O VEROSSÍMIL, com Fabrício Marques (ALMG)

A hipótese é que narrativas de histórias não-ficcionais lançassem esse jornalismo chancelado por recursos típicos da literatura em um espaço de tensão hesitando entre ficção e documento. Para testá-la, abordamos a coleção Jornalismo Literário, da Companhia das Letras, que reúne narrativas que tratam da vida de personagens incapacitados de narrar, textos que permitem compreender a memória como sobrevivência, leitura do passado e rememoração do vivido.


TEMPORALIDADE, HISTORICIDADE E GIRO ÉTICO-POLÍTICO, com Marcelo Rangel (UFOP)

Tematizaremos, num primeiro momento, os problemas da história e do tempo (da temporalidade), ou seja, quais são as condições de determinação para que a história ou o tempo se sedimente e se rearticule, pensando, em especial, o papel do homem neste movimento, e isto a partir de autores como Nietzsche, Heidegger, Benjamin, Derrida, Judith Butler e Gumbrecht. 
Num segundo momento, discutiremos a história ou o tempo (temporalidade) hoje, ou seja, quais são as principais determinações de nosso tempo e o que tornaria possível o que estamos chamando de uma rearticulação temporal ou de nosso horizonte.
Ao fim, trataremos do motivo mesmo que nos leva à esta tematização, a saber, o que temos chamado de giro ético-político, ou ainda e em linhas gerais, a tendência no interior das humanidades em geral de que o pensamento também se dedique – para além das especificidades de cada disciplina – à tematização e compreensão do mundo contemporâneo, e isto ético-politicamente orientado.  

TRANSMÍDIA E JORNALISMO, com Lorena Tárcia (UNIBH)

Multimídia, Intermídia e Transmídia. Exemplos de narrativa transmídia no entretenimento e no jornalismo. Ferramentas, linguagens e plataformas. Planejando a estratégia transmídia no jornalismo.


FANTASMAS DA DITADURA: A REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA DOS MORTOS NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA, com Cilza Bignotto (UFOP)

Na produção de narrativas literárias contemporânea, figuras de fantasmas tem sido utilizadas para representar episódios traumáticos da memória coletiva nacional. Neste minicurso, estudaremos o recurso a personagens fantasmagóricas para dar voz a presos políticos mortos durante a ditadura, a partir, principalmente, da leitura de “Prova contrária” (2004), de Fernando Bonassi.


ACONTECIMENTO, ESPAÇO PÚBLICO E A EMERGÊNCIA DE SUJEITOS POLÍTICOS, com Rennan Mafra (UFV)

Acontecimento: rupturas, descontinuidades, irrupção. Acontecimento, experiência e comunicação: sentido e presença. Ampliação do horizonte de possíveis, acontecimento e linguagem. Espaço público numa visão acontecimental: pluralidade, discurso e agonística. Acontecimento e subjetivação política: polêmica, dano e dissenso.

Universidade Federal de Ouro Preto